A última edição do Fórum de Mulheres foi realizada em outubro, mas ainda deixa burburinhos. Isso porque, o encontro consolidou-se como um espaço de reflexão e construção de conhecimento técnico e institucional. Reafirmando, dessa forma, o compromisso do setor elétrico com a diversidade e a representatividade feminina — não como pauta acessória, mas como parte essencial da inovação e da sustentabilidade que movem o sistema elétrico brasileiro. A pluralidade de ideias, experiências e trajetórias mostrou que a diversidade é, ao mesmo tempo, um valor e uma estratégia para o avanço tecnológico e a modernização do setor.
Diversidade como força motriz
Sob a condução de Gabriela Desire, o painel uniu densidade técnica e sensibilidade humana. A mediadora lembrou que a diversidade não é apenas um valor ético, mas condição essencial para ampliar a qualidade das decisões técnicas e institucionais. “Quando diferentes vozes ocupam os espaços de decisão, as soluções tornam-se mais completas, mais equilibradas e mais sustentáveis”, afirmou. À frente do WiE-Brasil, ela promove redes de apoio e capacitação entre profissionais de diversas áreas e regiões, fortalecendo a presença feminina nos fóruns técnicos, acadêmicos e empresariais. Mais do que um espaço de representatividade, o Fórum das Mulheres consolidou-se como ambiente de compartilhamento de conhecimento e valorização de talentos. O público numeroso e participativo demonstrou que o tema da diversidade está definitivamente incorporado à agenda técnica do setor elétrico. A presença de profissionais de diferentes gerações, formações e regiões deu ao encontro um caráter plural e inspirador.
Considerações finais e próximos desafios
O Fórum das Mulheres reafirmou que a verdadeira potência do setor elétrico brasileiro está nas pessoas que o constroem.
Ao longo do debate, ficou evidente que as transformações em curso — da expansão das fontes renováveis à modernização das redes — exigem não apenas tecnologia, mas também diversidade de perspectivas e experiências. As participantes mostraram que o olhar feminino amplia a compreensão sobre desafios complexos, inspira soluções criativas e fortalece a cultura de diálogo e cooperação no setor elétrico
Em 2027, quando o SNPTEE chegar a Foz do Iguaçu, o desafio será manter viva essa energia transformadora, reafirmando que a verdadeira potência do setor elétrico está em integrar pessoas, saberes e propósitos em torno de um mesmo objetivo: gerar uma energia mais limpa, inclusiva e humana.
Fique por dentro dos depoimentos das palestrantes convidadas e dos tópicos da síntese executiva, com suas reflexões e direcionamentos.
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