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Newsletter - Setembro de 2017


Missão

Promover a produção, o compartilhamento e a disseminação de conhecimentos técnicos aplicados ao setor elétrico, como indutor da qualidade de vida sustentável.





Visão


Ser reconhecido nacional e internacionalmente como referência na produção e na gestão do conhecimento técnico aplicado ao setor elétrico, assim como, na articulação entre todos os seus agentes.





Valores


Competência Técnica, Ética,
Transparência e Imparcialidade, Crescimento e Valorização dos Associados, Trabalho Voluntário com Profissionalismo.

Nesta edição:


Conselho Técnico do CIGRE Internacional
A eleição de Márcio Szechtman

Comitês de Estudo
O CE C4 - Desempenho de Sistemas Elétricos e as reuniões CIGRE Working Group C4 37 e C4 36

I Fórum das Mulheres
Entrevista Adriana de Castro Passos Martins

I Fórum dos Jovens
Entrevista Jader Alves de Oliveira

Aconteceu no CIGRÉ-Brasil
II Reunião do Comitê Técnico de 2017
e os eventos de agosto

Próximos Eventos

Projeto de LTS da Rede Básica
XXIV SNPTEE
International Seminar on Policies, Incentives, Technology and Regulationa of Smart Grids

Agenda

Caros(as) Leitores(as)
Participem da promoção 15 meses!

Márcio Szechtman é eleito
Coordenador do Conselho Técnico do
CIGRÉ Internacional

O primeiro latino-americano a ocupar esse importante posto de coordenação do CIGRÉ Internacional foi eleito no último dia 14 de setembro, na Reunião do Conselho de Administração do CIGRÉ, em Auckland, Nova Zelândia.
Resultado do empenho da diretoria do CIGRÉ-Brasil representada pelo seu diretor presidente, Josias Matos de Araujo que esteve presente em Auckland, na Reunião do Conselho, apresentando e defendendo a candidatura de Márcio Szechtman. A eleição do candidato brasileiro é uma grande conquista para toda a região ibero-americana.

Para mim, é uma honra máxima poder assumir a coordenação do TC, órgão chave da Instituição CIGRE. (Márcio Szechtman)
Orientado pelo princípio que tem norteado a atual diretoria de que o CIGRE tem de ser maior que as pessoas que o dirigem, o atual diretor geral do CEPEL esclarece que a plataforma da candidatura brasileira foi pautada na visão de que a instituição deve abranger os cinco continentes e que um não europeu talvez pudesse trazer essa perspectiva ao TC.
Comitês de Estudo do CIGRÉ-Brasil
Aproveitando a realização do XIV SIPDA - Simpósio Internacional de Proteção contra Descargas Atmosféricas, o Comitê de Estudos C4 - Desempenho de Sistemas Elétricos realizara a reunião internacional de dois dos seus Working Gorups.

O Comitê de Estudos C4 do CIGRÉ-Brasil abrange em seu escopo métodos, modelos e ferramentas relacionados à análise de sistemas elétricos de potência em regimes permanente, dinâmico e transitório, além da interação entre o sistema de potência e seus equipamentos e outras instalações e causas externas que possam provocar distúrbios. Inclui-se, aí, o fenômeno de descargas atmosféricas e seu impacto no sistema elétrico. Vários membros do CE C4 são especialistas nesta área e têm participado de importantes eventos internacionais do próprio CIGRÉ, assim como de outras instituições. É importante divulgar a realização no Brasil do XIV SIPDA - Simpósio Internacional de Proteção contra Descargas Atmosféricas, no período de 2 a 6 de outubro de 2017 em Natal, RN, onde vários colegas do CE C4 estarão presentes e em que os sócios do CIGRÉ têm desconto na taxa de inscrição.

Organizado pelo Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP) em parceria com o Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE), o evento contará com a participação de sete especialistas internacionais, com as seguintes temáticas:

  • Prof. W. A. Chisholm, University of Toronto, Canadá - Can Grounding Affect Lightning?
  • Prof. C. A. Nucci, University of Bologna, Itália - Direct and Indirect Lightning: Their Impact on the Performance of Electric Distribution Systems;
  • Prof. V. A. Rakov, University of Florida, EUA - New Insights into the Lightning Attachment Process;
  • Prof. S. Yokoyama, Japan Transport Safety Board, Japão - Lightning Performance of Apparatus and Effects of Lightning Protective Devices for Power Distribution Lines;
  • Prof. V. Cooray, Uppsala University, Suécia - Electromagnetic Fields of the Transmission Line Model as a Vehicle to Estimate the Magnitude of the Elementary Charge;
  • Dr. O. Pinto Jr, INPE, Brasil - The History of Lightning Detection and Location in Brazil;
  • Prof. Renato Procopio, University of Genova, Itália - The Return Stroke Current Attenuation Function: Available Models and Identification Methods from Field Measurements.

Para obter maiores informações, acesse o site do XIV SIPDA - Simpósio Internacional de Proteção contra Descargas Atmosféricas.

Fórum das Mulheres entrevista
Adriana de Castro Passos Martins


Coordenadora do Comitê de Estudos D1 de Materiais e Tecnologias Emergentes, Adriana de Castro Passos Martins é engenheira da CEMIG desde que saiu da universidade. Nos últimos meses, além de estar envolvida diretamente com a realização do Curso de Isoladores e do Curso sobre Técnicas de Medição em Ensaios de Alta Tensão - MEAT que trouxeram para o auditório e os laboratórios de Alta Tensão do CEPEL profissionais de todo o Brasil e debates e informações de alta qualidade, Adriana tem se envolvido diretamente com a organização do I Fórum de Mulheres que está prestes a acontecer, no dia 25 de outubro, o último dia do XXIV SNPTEE que acontecerá em Curitiba.
É por esse motivo que procuramos, nessa entrevista, contrastar a sua trajetória pessoal com os dados da pesquisa
Engenheiras Brasileiras: Inserção e Limites de Gênero no Campo Profissional, trabalho realizado pela pesquisadora da Fundação Carlos Chagas, Maria Rosa Lombardi em 2006.

Adriana, uma das conclusões do trabalho sobre a presença de mulheres no campo da engenharia é que, entre os anos 80 e os primeiros anos 2000, a presença feminina começou a ser mais efetiva. Como foi a sua experiência, nesse contexto? Percebe alguma mudança nos anos que passaram entre a sua formatura e o seu atual trabalho na CEMIG? Conte-nos um pouco da sua trajetória:

Até os dias atuais, em que ainda exerço e espero continuar exercendo a profissão de engenheira, quando olho para trás tenho dúvida se fui eu quem escolhi esta profissão ou se foi esta profissão que me escolheu. Quando criança, adolescente e jovem eu tinha, como cultivo até hoje, vários outros interesses e possíveis habilidades, principalmente a

escrita (gostava de rabiscar textos, todos na família diziam que eu iria ser escritora) e artes plásticas (também pratico o esporte de borrar umas telas com tinta de vez em quando).

Vinda de uma família de valores muito fortes e ética muito firme fui criada por uma mãe que sempre disse para as três filhas, como uma prece: “vocês têm que ser independentes quando crescerem”. Sob a influência desta prece, na hora de escolher o que ia ser quando crescesse, escolhi a Engenharia Química. Nunca consegui me enxergar como parte de um movimento maior, até porque eu era muito jovem para perceber isto quando fiz esta opção. Fiz a escolha, segui em frente, e hoje, constato que, se tivesse que escolher de novo, faria tudo do mesmo jeito. Nunca parei para pensar se eu pertenceria ou não a este mundo, se haveria ou não espaço para mim. Minha tranquilidade vinha e vem da minha formação e dos valores que recebi. Mesmo que existissem dificuldades, que de fato existiram e existem, de toda ordem, não apenas pelo fato de ser mulher, fazia e faz parte do meu DNA encarar dificuldades apenas como obstáculos, não como muros intransponíveis. Sou um pouco teimosa, reconheço. A abordagem para lidar com obstáculos nem sempre é tentar saltá-los para sair do outro lado com uma sensação de vitória. Pode ser, em alguns casos, achar um jeito de contorná-los, encontrar outro caminho que nos leve ao outro lado sem que seja preciso passar por eles, ou até mesmo, ir contando um caso para o obstáculo, ir negociando com o obstáculo, até ele mesmo ter a vontade própria de nos deixar passar, tornando-se às vezes um novo companheiro ou companheira de caminhada


Ainda sobre a presença feminina no campo da engenharia, a pesquisa mostra que apesar do incremento de 14% da participação feminina no setor, alguns estereótipos de gênero persistem determinando a concentração de mulheres em algumas funções específicas da engenharia. Você concorda com a pesquisa? Chegou a vivenciar alguma limitação no desenvolvimento da sua carreira por essa percepção de que algumas funções não são adequadas às mulheres?

Vivenciei sim, várias vezes, situações em que havia uma ‘atmosfera’ , uma expressão não tão explícita de que uma mulher não desempenharia bem esta ou aquela função apenas pelo fato de ser mulher. Usando a abordagem do “fazer mais do que falar”, acredito que revertemos essa ‘atmosfera’, como fizera muitas de nossas predecessoras, ainda que nem sempre ou nem todas as que nos precederam. Desta forma, com cada uma e cada um cumprindo o seu papel, muitos de nós juntos, tenho a percepção de temos ajudado a diminuir esse estereótipo para a sociedade como um todo.

As limitações ocorreram sim, mas hoje avalio que foram momentâneas e ultrapassáveis. Houve o tempo de revertê-las quando as oportunidades para isto se apresentaram. Foi preciso ficar atenta a estas oportunidades, porém. No entanto, a minha geração ainda precisou provar que estava à altura dos desafios. Esperamos que esta semente plantada gere cada vez menos dificuldades para as novas gerações.

Entre o público do Curso de Técnicas em Ensaios de Alta Tensão (MEAT),
ao longo da visita técnica aos Laboratórios de Alta Tensão de Adrianópolis.


Formada em Engenharia Química, desde quando trabalha no setor elétrico? Como se deu essa aproximação?


Trabalho no setor elétrico desde que me formei, no final da década de 90. Era uma época em que empregos na área de engenharia estavam escassos e estavam direcionados para o trabalho em outras funções que não diretamente engenharia. Muitos engenheiros eram contratados por bancos, consultorias. Surgiu uma oportunidade em um concurso público na Cemig, empresa do estado, com sede na cidade em que nasci e sempre vivi, Belo Horizonte, uma vaga para engenheiro químico. Lembro-me como se fosse hoje da ementa totalmente técnica do concurso, ali, já me surgiu a esperança de que o trabalho fosse diferente, por ser no setor elétrico e na área de engenharia pra valer. Eu não conseguia imaginar o que seria antes de que tudo começasse, hoje vejo que não voltaria atrás também na escolha desta empresa e deste trabalho.

Não que não tivesse dúvidas, tive e muitas. Quando eu tinha cerca de dois anos de contratada, por exemplo, encontrei-me um tanto quanto confusa e pensei em buscar obtenção de segundo título, pois imaginei que teria mais oportunidades se me graduasse em Engenharia Elétrica também. Uma conversa com uma profissional mais experiente me dissuadiu e me orientou: ela me disse que pensava ser melhor que eu me especializasse ainda mais na minha área de atuação, que investisse em ter uma formação diferente da maioria dos colegas de empresa e que fizesse disto uma carreira muito mais realizada, por que eu ia trabalhar com o que eu gostava e me identificava muito mais. E, desta forma, continuei a estudar, não para obter outra graduação, mas para concluir mestrado em Engenharia de Materiais e fazer uma especialização em Engenharia de Materiais para o Setor Elétrico. Vejo como este foi um excelente conselho, vindo na hora certa, no momento certo. E um excelente exemplo de como profissionais mais experientes podem mesmo ajudar jovens engenheiras a absorver tanto aspectos técnicos da profissão, como a ter uma visão de futuro que naquele momento não teríamos condições de ter. É o que, no jargão dos dias atuais, as pessoas tem chamado de “mentoring”. E realmente, sem ter exatamente um “plano’, estive no em 2010 diante deum momento de bifurcação na minha carreira. Minha especialização técnica fez que caminho encontrado pela empresa para manter-me na área de engenharia e ao mesmo valorizar o trabalho ao longo dos anos foi me oferecer a oportunidade de ser direcionada para o braço técnico da carreira em Y, seguindo como engenheira especialista. Vejo que foi possível, ao final das contas, como disse minha amiga mais experiente, transformar o que era diferente em um diferencial. Digo isto sem nenhuma intenção autoelogio, apenas na intenção de relatar como se deram os fatos.



Uma das três coordenadoras dos 16 Comitês de Estudos do CIGRÉ-Brasil, o CE D1 de Materiais e Tecnologias Emergentes, além de membro da Comissão Organizadora do I Fórum de Mulheres do CIGRÉ-Brasil, poderia nos contar como tem se dado a sua atuação na instituição?


Seguindo exatamente a linha de raciocínio do conselho que recebi e acatei: especializar-me cada vez mais, buscar conhecer, estudar, participar do que houvesse de novo dentro do tema de Materiais e Tecnologias no setor elétrico, conviver com os profissionais mais experientes, aprender e aprender.
Minha rotina de trabalho não permitia e não permite que eu participe de múltiplas associações. No CIGRÉ encontrei muito mais que isso.

Ao lado de João Guedes de Campos Barros (assessor da diretoria do
CEPEL) e Márcio Szechtman (diretor geral do CEPEL), na mesa de abertura
do Curso de Técnicas em Ensaios de Alta Tensão (MEAT).


Encontrei não só um excelente ambiente de desenvolvimento profissional, mas pessoal e humano também. Considero, portanto, que minha aproximação ao CIGRÉ foi absolutamente natural dentro do meu contexto e do grande objetivo do meu exercício profissional, que sempre foi e é um só: procurar fazer bem o que me proponho a fazer. Sem medo de errar, porque vou errar. Mas com tranquilidade para seguir. E dentro da instituição, o que tenho feito é apenas ser eu mesma. Isto é extremamente confortante. O CIGRÉ me oferece oportunidades, que sinto muitas vezes que podem estar acima da minha capacidade, mas a rede colaborativa entre os membros do Comitê de Estudos CE D1, coordenadores, diretoria, secretaria é tão forte que me sinto bem para procurar fazer o meu papel e tentar dar algum retorno para esta instituição da qual tanto recebo. O convite para participar da Comissão Organizadora do I Fórum de Mulheres foi recebido por mim com muita alegria e muita vontade de ajudar a fazer com que esta iniciativa alcance seus objetivos.

Desafio de homens e mulheres a conciliação da vida profissional com a vida privada, a casa e a família, nem sempre é simples, sobretudo para as mulheres que historicamente têm sido as mais responsáveis pelo cuidado com os filhos e pela gestão da casa. Como tem sido o seu desafio?

Minha família é meu esteio. É a fonte de onde jorra a água cristalina que me mantém viva no mundo do trabalho e em todos os outros mundos que tenho que existir. Minha identidade é enraizada na minha família. Encaro a vida familiar como meu alívio, minha oportunidade de exercer sem restrição todo meu lado afetivo. E, desta forma, o desafio torna-se bálsamo, pois nos amamos e nos apoiamos mutuamente.



Fórum dos Jovens entrevista
Jader Alves de Oliveira


A acontecer na véspera (dia 03 de dezembro)
do International Seminar on Policies, Incentives, Technology and Regulation of Smart Grids (dias 04 a 07 de dezembro), o I Fórum de Jovens começa a mobilizar os jovens associados do CIGRÉ-Brasil a fim de criar um ambiente de integração e estabelecer uma comunidade que busque se desenvolver profissionalmente através das atividades oferecidas pela instituição e, ao mesmo tempo, colabore para que o CIGRÉ-Brasil permaneça em processo contínuo de inovação e transformação tão fundamental para o desenvolvimento da organização.

Além disso, o
Fórum de Jovens deve propiciar debates sobre temas relevantes para os jovens com uma visão de futuro que considere o novo marco regulatório do sistema elétrico brasileiro em discussão no âmbito do Ministério de Minas e Energia.

Foi para dar início a esse debate que a Comissão Organizadora do
I Fórum dos Jovens convidou Jader Alves de Oliveira, jovem profissional, sócio do CIGRÉ, que recentemente assumiu a gerência da Divisão de Operação de HVDC Araraquara-OTORA, da Eletrobras Eletronorte e concluiu seu mestrado sobre os custos regulatórios praticados pelo setor.

Formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Uberlândia, você seguiu carreira acadêmica passando pela Universidade Federal de Mato Grosso, por um MBA no IPOG e um mestrado na Universidade de São Paulo. Conte-nos um pouco do seu processo de formação nessas diferentes regiões do país e instituições do Ensino Superior brasileiro. Em que medida suas experiências formativas têm sido importantes para o trabalho que tem realizado, hoje, na Eletronorte?

A formação básica na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) é motivo de grande orgulho, porque ela me forneceu sólidos pilares para encarar os desafios que estavam por vir. De maneira complementar, a pós-graduação da UFMT reforçou e agregou conceitos sobre a qualidade e a eficiência no uso da energia elétrica e o curso de MBA forneceu subsídios importantes sobre os processos produtivos, principalmente sob os seus aspectos econômicos e de gestão,
um conhecimento que até então não possuía, uma vez que a minha formação estava pautada principalmente em quesitos técnicos.

Recentemente, o mestrado em engenharia de produção na Escola de Engenharia de São Carlos - USP se tornou um caminho cheio de novidades, desafios e muita aprendizagem. Tive contato com a teoria e a metodologia que me permitiram chegar ao final com uma visão global sobre o setor de eletricidade do mundo e no Brasil possibilitando entender melhor o contexto regulatório brasileiro dos segmentos de geração, transmissão e distribuição e suas complexidades que, por sinal, não são poucas. Neste estudo pude aprofundar um pouco a questão dos custos regulatórios eficientes praticados no setor de transmissão de energia elétrica brasileiro e sua evolução de 2002 até 2014. Um conhecimento de grande valia para os novos desafios que se apresentam.

Tem planos de seguir a carreira acadêmica em paralelo à profissional?


Depois de iniciar o caminho acadêmico e poder reconhecer os benefícios trazidos ao longo dessa jornada, é difícil parar. Portanto, na medida do possível a resposta é sim. No entanto, diante do imenso desafio assumido recentemente na gerência de Divisão de Transmissão do HVDC em Araraquara, o momento exige um outro foco, de modo a criar condições para que os resultados possam aparecer, assim essa carreira acadêmica paralela terá que aguardar um pouco.

Um dos mais jovens profissionais, na equipe de engenheiros da Eletronorte, você certamente tem tido experiências importantes na empresa. Pode nos contar um pouco da sua trajetória profissional, no setor elétrico brasileiro?

Inicialmente, no início de 2006, trabalhai como trainee coorporativo da Sadia (atualmente pertencente ao grupo BRF Foods), oportunidade que apesar da rápida duração (cerca de um ano) me possibilitou conhecer várias fábricas pelo Brasil e participar diretamente de projetos elétricos acompanhando de perto a construção de fábricas de alimentos na unidade de Vár-

zea Grande-MT, manutenção das fábricas, gestão da área de utilidades (energia, gás, água, efluentes etc.), projetos e fiscalização de obras. Por ter me identificado com a região, acabei optando por fazer o concurso da Eletronorte já direcionado para as vagas do Mato Grosso, negando inclusive um convite para ser supervisor de uma fábrica na Rússia antes de me desligar da Sadia. De um lado coloquei de vez o setor elétrico na minha carreira, de outro deixei para trás qualquer chance de temperaturas baixas quando fui morar em Cuiabá, em 2007, uma cidade e um estado aos que devo toda minha formação profissional como engenheiro de manutenção elétrica do segmento de transmissão de energia.

Nessa oportunidade pude trabalhar com profissionais de excelência em diversas áreas, inclusive com grandes trabalhos envolvendo a manutenção de equipamentos. Nesse período participei de diversos grupos de trabalhos que me permitiram aprofundar meus conhecimentos acerca dos equipamentos de potência como transformadores, reatores e equipamentos de manobras e de medição além de conhecer praticamente todos os estados de atuação da Eletronorte (região norte). Boas oportunidades também surgiram através da coordenação de diversos comissionamentos como o realizado na SE-Juba no estado de Mato Grosso, em 2009. Outro grande momento de aprendizado e formação profissional principalmente sob o aspecto de gestão de processos aconteceu ao trabalhar como Coordenador do Centro de Planejamento Regional, na Regional de Transmissão do Mato Grosso, entre fevereiro de 2008 e julho de 2012.

No final de 2012, surgiu uma nova oportunidade, a de trabalhar como engenheiro de manutenção na Estação Inversora de Araraquara, responsável pela energia recebida em corrente contínua na tensão de 600 kV, oriunda do complexo do rio Madeira e convertê-la para corrente alternada na tensão de 500 kV. Entre em 2013 e 2017 pude conhecer uma nova tecnologia, o HVDC, período no qual pude acompanhar alguns testes de comissionamento dos equipamentos em 2013, elaborar documentos de manutenção e contribuir com a definição e estruturação inicial dos processos de O&M da Eletronorte em Araraquara. Um período de grande conhecimento e desafio que não para por aqui e ainda tem muito trabalho a ser feito.


Como tem percebido a evolução do setor no Brasil e no mundo?


Nas últimas décadas é possível observar uma importância cada vez maior da eletricidade na vida das pessoas com a busca constante do aumento da eficiência na produção de energia e uso dos recursos. Novos paradigmas merecem destaque na geração mundial como o aumento das fontes renováveis e a geração distribuída além da presença cada vez mais marcante das redes e medidores inteligentes. No Brasil merece destaque o aumento da transmissão em corrente contínua para longas distâncias interligando as regiões Norte com grande potencial de geração até as regiões com os maiores mercados consumidores como a região Sul e Sudeste acompanhada pela redução na capacidade dos reservatórios das novas usinas construídas. Na transmissão, observa-se uma nova realidade para o setor brasileiro principalmente após adotar o modelo de licitações para expansão do Sistema Interligado Nacional no início de 2000. Conjunto de fatores estes que trouxeram enormes desafios operacionais para o Operador Nacional do Sistema (ONS) e regulatórios para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Conforme destacado recentemente na proposta de aprimoramento do marco legal do setor elétrico do MME, atualmente o Setor Elétrico Mundial está sujeito a pressões (tecnológicas e socioambientais) para mudanças em seu quadro regulatório, comercial e operacional.

Percebe o CIGRÉ como um espaço para avançarmos no debate sobre as perspectivas do setor elétrico, diante das novas tecnologias em constante evolução e ao lado da preocupação crescente com a sustentabilidade e a qualidade de vida implicadas em cada decisão técnica do setor?

O CIGRÉ é um espaço ideal para o debate do setor elétrico, uma vez que reúne trabalhos de grande relevância desenvolvidos por estudantes, cientistas, engenheiros e profissionais do setor de energia que se dedicam a pesquisas nos mais diversos temas.

Um ambiente propício que tem o potencial de fornecer os principais subsídios para avaliarmos quais as direções devemos tomar com o objetivo de garantir a sustentabilidade do setor no longo prazo e contribuir para a melhoria na qualidade de vida das pessoas a partir das decisões técnicas realizadas pelo setor como por exemplo a diversificação da matriz energética e o aumento da participação e do número de fontes energia renováveis. Os impactos da evolução tecnológica sobre a sociedade ficam claros nos eventos e debates promovidos pelo CIGRÉ baseados na transparência e na comunicação entre todos os agentes envolvidos na busca de um ambiente regulatório eficiente, racional, estável e sustentável ao longo do tempo.

Aconteceu no CIGRÉ

Programa de Visita às Empresas realiza a
2a Reunião Extraordinária do Comitê Técnico do CIGRÉ-Brasil

O Programa “Visita às Empresas” do CIGRE-Brasil promoveu a 2ª Reunião Extraordinária do Comitê Técnico de 2017 através de visitas e palestras técnicas realizadas nos dias 22, 23 e 24 de agosto, nas empresas ENEL Brasil, ONS e Furnas, em Niterói e no Rio de Janeiro.

A coordenação das visitas foi realizada pelo Diretor Técnico e Coordenador do Comitê Técnico

do CIGRE-Brasil, Saulo Cisneiros (foto). As reuniões tiveram as seguintes agendas básicas com palestras técnicas focadas em temas emergentes do setor elétrico e abertas à profissionais desse setor:

Na ENEL:

  • Abertura pelo Presidente do Conselho de Administração da ENEL Brasil, Mário Fernando de Melo Santos;
  • Apresentação sobre o CIGRÉ-Brasil pelo seu Presidente, Josias Matos de Araujo (foto);
  • Apresentação pelo Diretor Técnico do CIGRÉ-Brasil, Saulo Cisneiros, sobre o tema: Integração da Geração Eólica e Solar e de Recursos de ‘Storage’ no Sistema Elétrico Brasileiro;

  • Apresentação pelo Coordenador do Comitê de Estudos C6 de Sistemas de Distribuição e Geração Distribuída, Paulo Gama, sobre o tema: Planejamento Estratégico de Sistemas de Distribuição considerando Smart Grid, Microgrids, Geração Distribuída e Recursos de ‘Storage’.

No ONS:

  • Abertura pelo Diretor de Administração da Transmissão do ONS, Álvaro Fleury Veloso da Silveira, representando o Diretor Geral, Luiz Eduardo Barata Ferreira;
  • Apresentação sobre o CIGRÉ-Brasil pelo seu Presidente, Josias Matos de Araujo;
  • Apresentação pelo Presidente Executivo da Brennand Energia, Mozart de Siqueira Campos Araújo, sobre o tema: Mercado de Energia Elétrica no Brasil: Situação Atual e Perspectivas;
  • Apresentação pela especialista Carla Damasceno do Comitê de Estudos B1 de Cabos Isolados, do tema: Linhas de AT Híbridas - Viabilização de Empreendimentos em Centros Urbanos.

Em Furnas:

  • Abertura pelo Superintendente de Operação de FURNAS, Mário Fernando Ellis, representando o Diretor de Operação e Manutenção, Djair Fernandes.
  • Apresentação sobre o CIGRÉ-Brasil pelo seu Presidente, Josias Matos de Araujo;
  • Apresentação pelo Diretor Técnico do CIGRE-Brasil, Saulo Cisneiros, sobre o tema: Integração da Geração Eólica e Solar e de recursos de ‘storage’ no Sistema Elétrico Brasileiro;
  • Apresentação pela Especialista Carla Damasceno do Comitê de Estudos B1 sobre o tema: Linhas de AT Híbridas - Viabilização de Empreendimentos em Centros Urbanos.
Saulo Cisneiros (Diretor Técnico do CIGRÉ-Brasil), Mário Fernandes Ellis (Superintendente de Operação de Furnas), Josias Matos de Araujo (Diretor-Presidente do CIGRÉ-Brasil), Antonio Carlos Barbosa (Coordenador do Comitê de Estudos CE C2 de Operação e Controle de Sistemas do CIGRÉ-Brasil), Carla Damasceno (membro do Comitê de Estudo CE B1 de Cabos Isolados) e Flavia Serran (Secretária Executiva do CIGRÉ-Brasil).

Na ENEL Brasil, além da presença de Mário Santos, presidente do Conselho de Administração e de Carlo Zorzoli, presidente corporativo no Brasil, estiveram presentes 91 profissionais, dos quais 81 da ENEL Brasil, 2 do ONS, 3 da Neoenergia, 2 do Cepel, 1 da Eletrobras, 1 da Wega e 1 da CTsmart.

No escritório central do ONS, além da presença do Diretor de Administração da Transmissão, Álvaro Fleury, e do Diretor de Operação, Ronaldo Schuck, estiveram presentes 75 profissionais, dos quais 63 do ONS, 5 da Cymimasa, 3 da Neoeenergia, 2 da Ativa, 1 do Cepel e 1 da Eletrobras. Houve videoconferência para os escritórios do ONS em Brasília, Recife e Florianópolis.

Em FURNAS, além da presença do Superintendente de Operação, Mário Fernando Ellis, estiveram presentes 49 profissionais, dos quais 37 de FURNAS, 4 do Cepel, 2 da Eletrobras, 2 da Voltalia, 3 consultores independentes e 1 da CDN.

Em todas as visitas estiveram presentes pelo CIGRE-Brasil o Presidente Josias Matos de Araújo, o Diretor Técnico Saulo Cisneiros, a Secretária Executiva Flávia Serran e o técnico em informática Gabriel Serafim Vieira. Na ENEL Brasil estiveram presentes os Coordenadores do CE C6, Paulo Gama, que foi palestrante, e do CE C1, Valdson Simões de Jesus, o Secretário do CT, Paulo Gomes, e a Especialista Carla Damasceno do CE B1.

No ONS estiveram presentes os Coordenadores do CE A3, Antonio Carlos Carvalho, do CE C1, Valdson Simões de Jesus, e do CE C4, Dalton Brasil, e a Especialista Carla Damasceno do CE B1, que foi palestrante. Em FURNAS estiveram presentes os Coordenadores do CE C2, Antonio Carlos Barbosa, e do CE C3, Silvia Helena Pires, e a Especialista Carla Damasceno do CE B1, que foi palestrante.

Auditório do ONS, Saulo Cisneiros e Mozart de Siqueira Campos Araújo, Presidente Executivo da Brennand Energia, debatem com o público.

Técnicas de Medição em Ensaios de Alta Tensão - MEAT
01 e 02 de agosto,
Rio de Janeiro-RJ

Tendências Atuais e Futuras de Monitoramento e Diagnóstico de AT
10 e 11 de agosto,
Rio de Janeiro-RJ
Com mais de 30 anos de experiência na execução e gestão de projetos e serviços na engenharia de Alta Tensão relacionados às técnicas de ensaio e medição em laboratório ou no campo, Orsino Borges de Oliveira Filho coordenou os trabalhos do Workshop junto ao público que lotou o auditório do CEPEL.
A tarde do segundo dia de trabalhos, ficou por conta da Visita Técnica aos Laboratórios de Ultra Alta Tensão do CEPEL, localizados em Adrianópolis.
Uma realização do Comitê de Estudos D1 de Materiais e Tecnologias Emergentes, coordenado por Adriana de Castro Passos Martins.
Realizado pelo Comitê de Estudos A3, coordenado por Antônio Carlos Cavalcanti de Carvalho, o evento se caracterizou pela diversidade de palestrantes que trouxeram ao público as diferentes perspectivas no campo do Monitoramento e do Diagnóstico de Alta Tensão.
Na programação, além das palestras e das Mesas Redondas que caracterizam os eventos do CIGRÉ e garantem a riqueza do debate com o público, a visita ao Laboratório de Diagnósticos de Equipamentos e Instalações Elétricas, o LABDIG do CEPEL, permitiu a identificação de diferentes tipos de defeitos de equipamentos, através de técnicas não convencionais.


Workshop de Avaliação da Efetividade de Medidas Socioambientais nos Empreendimentos do Setor Elétrico

10 de agosto, Rio de Janeiro-RJ

Organizado pelo CE C3 - Desempenho Ambiental de Sistemas, o evento lotou o auditório Prisma de Furnas, onde o público pode conhecer e colocar em contraste, nas Palestras e Mesas Redondas, diferentes medidas sócio ambientais e sua efetividade.

Registrados pela equipe de audiovisual de Furnas, tanto as palestras como os ricos debates que caracterizaram o workshop, em breve estarão disponíveis no site do evento. Aguarde!



XII SIMPASE - Simpósio de Automação de Sistemas Elétricos

14 e 17 agosto, Rio de Janeiro-RJ


IV SINREM - Simpósio Nacional de Regulação, Economia e Mercados de Energia Elétrica

23 e 24 de agosto, São Paulo-SP



Há doze anos o SIMPASE tem sido o resultado do trabalho conjunto de três Comitês de Estudo do CIGRÉ-Brasil: o CE B5 de Proteção e Automação, o CE C2 de Operação e Controle de Sistemas e o CE D2 de Sistemas de Informação e Telecomunicação para Sistemas Elétricos.

Sempre surpreendente pela diversidade e atualidade dos trabalhos apresentados, essa edição contou com a participação de Marcelo Paulino (application manager da BRASIL OMICRON Energy Solutions do Brasil) para o oferecimento do mini curso sobre Especificação e Testes de SAS baseados na Norma IEC 61850, mostrando configurações de sistemas baseados na norma e descrevendo as abordagens para testes de sistemas e dispositivos.

Diante das transformações econômicas, sociais, políticas, tecnológicas e ambientais que vem afetando toda a indústria de energia elétrica, a 4a edição do SINREM se propôs a abordar aspectos como o desenvolvimento de novas políticas e regulações, financiabilidade da expansão e da inovação tecnológica, abertura de mercado e novo modelo para a distribuição de energia, aprimoramento da formação de preços, ampliação da segurança operativa e financeira do mercado, atuação de novos players, ambientes e modelos de comercialização. Dois dias de debates intensos, organizados pelo Comitê de Estudos CE C5 voltado aos Mercados de Eletricidade e Regulação. As fotos do evento e as apresentações realizadas estão disponíveis ao público interessando no site do evento.

Próximos Eventos CIGRÉ-Brasil

Projetos de Linhas de Transmissão Subterrâneas da Rede Básica
28 e 29 de setembro,
Rio de Janeiro-RJ


XXIV SNPTEE

Semináro Nacional de Produção e Transmissão e Energia Elétrica
22 a 25 de outubro, Curitiba-PR

Prestes a acontecer no auditório principal do CEPEL, o curso organizado pelo Comitê de Estudos B1 - Cabos Isolados, colocará especialistas de diferentes perspectivas em debate, a fim de abordar temas tais como: o planejamento do Sistema LTS, seus requisitos mínimos; seus aspectos regulatórios, a gestão de ativos, o estado da arte no Brasil e ensaios pós instalação e manutenção.
O destaque da programação são os tutoriais internacionais de Gestão de Ativos, Estado da Arte de LTS Recentes e Ensaios Pós Instalação e Manutenção. As inscrições podem ser feitas pelo site do evento.


Já estão disponíveis três números da Revista SNPTEE, enquanto o quarto número que divulgará os Painéis do evento está no prelo e, brevemente, será lançado.
Enquanto isso, nos números que se encontram disponíveis para leitura no site do evento, você pode conferir a história do SNPTEE (nº1), os resumos aprovados (nº2) e as Apresentações que estão previstas (nº3).
Falta pouco para começar um dos maiores eventos do setor elétrico brasileiro.
As inscrições online vão até o dia 16 de outubro. Garanta já a sua vaga, clique aqui.

International Seminar on Policies, Incentives, Techonology and Regulation of Smart Grids

04 a 07 de dezembro, Rio de Janeiro - RJ

Além da apresentação dos mais de 30 trabalhos cuidadosamente selecionados pelo Comitê Técnico do Seminário Internacional de Políticas, Incentivos, Tecnologia e Regulação em Redes Inteligentes, o evento contará com a presença do australiano Rodney Hughes (Rod Hughes Consulting Pty Ltd.), dos brasileiros André Pepitone (ANEEL) e Felipe Gonçalves (FGV), do norteamericano Chris King (Siemens) e do canadense Dennis Holstein.

Ao cargo de Dennis Holstein estará o minicurso sobre Cybersecurity que desde 1998 formou o OPUS Consulting Group que investe em soluções de segurança cibernética para sistemas de automação industrial em infra-estruturas críticas. Muito ativo no IEEE, IEC, ISA, CIGRE e OMG, Dennis Holstein

atualmente preside o CIGRE WG D2.38 e é um ativo participante das formulações de IEC TC65WG20 e ISA99.

Em seu trabaho, utiliza uma combinação de engenharia de sistemas e soft tools (SysML e BPMN) para desenvolver modelos estáticos e dinâmicos do comportamento de sistemas em situações complexas.
Em 2008, Dennis foi reconhecido como Membro Distinguido da CIGRE e, em setembro de 2015, recebeu o Prêmio de Serviço Destacado do CIGRE Study Committee B5 em reconhecimento a sua contribuição, compromisso e dedicação.

As inscrições para o Seminário e para o Minicurso de Cybersecurity estão abertas e podem ser feitas pelo site do evento.
AGENDA
2017 Cigré SC B3 Colloquium - Challenges and Trends to the Next Years - 16 a 20 de setembro – Recife – PE;

Projetos de Linhas de Transmissão Subterrâneas da Rede Básica - dias 28 e 29 de setembro, no CEPEL, Rio de Janeiro-RJ.

I Fórum de Mulheres do CIGRÉ-Brasil - 25 de outubro - Curitiba - PR;

XXIV SNPTEE - Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica - 22 a 25 de outubro – Curitiba – PR;

I Fórum de Jovens do CIGRÉ-Brasil - 03 de dezembro - Rio de Janeiro - RJ.

International Seminar on Policies, Incentives, Technology and Regulation of Smart Grids -
04 a 07 de dezembro – Rio de Janeiro - RJ.

Caros(as) Leitores(as),

Se você ainda não é nosso(a) associado(a), faça sua adesão ao quadro de sócios do CIGRÉ-Brasil a partir de 1 de outubro e desfrute de todos os benefícios do associado por 15 meses (de outubro de 2017 a dezembro de 2018)!

Para além de participar de uma importante rede de profissionais do setor elétrico brasileiro, @s a
ssociad@s CIGRÉ :
  • podem participar ativamente das reuniões dos 16 Comitês de Estudo e seus respectivos Grupos de Estudo;
  • têm descontos especiais em todos os eventos, sendo que os associados coletivos podem inscrever até 6 colaboradores nesta categoria;
  • têm acesso irrestrito às Brochuras Técnicas e demais publicações nacionais e internacionais do e-cigre, onde mais de 10 mil referências bibliográficas podem ser acessadas;
  • recebem 3 números anuais da Revista EletroEvolução e 4 números da revista bilíngue Electra, editada pelo CIGRE Internacional (a exceção da categoria Estudante que tem, no entanto, o acesso digital a essas publicações).


Confira os valores para Novos(as) Sócios(as) 2018:

Sócio(a) Individual I ................................................................................................. R$ 396,00
Sócio(a) Individual II (profissionais de até 35 anos) ............................................... R$ 198,00
Estudantes.................................................................................................................... ISENTO
Sócia Coletiva I - Empresa..................................................................................... R$ 4.324,00
Sócia Coletiva II - Universidade............................................................................. R$ 1.300,00

Acesse o nosso site ( www.cigre.org.br) e preencha o formulário de adesão. Para maiores informações fale com a Sra.Verônica Santos da secretaria do CIGRÉ-Brasil, pelo telefone (21) 2556.5929.

Conselho Editorial:
Antonio Simões Pires-CIGRÉ-Brasil-Eletronorte
Eduardo de Oliveira Lima-Eletronorte
Flávia Salazar Salgado-CIGRÉ-Brasil

Natasha de Decco - CIGRÉ-Brasil
Colaboradores desta Edição:
Flávia Serran - CIGRÉ-Brasil

Gabriel Serafim - CIGRÉ-Brasil
Foto de capa: José Lins, arquivo Eletrobrás-Furnas - Usina da Batalha, Rio São Marcus, município de Cristalina-GO e Paracatu-MG, 2010.
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Praia do Flamengo, 66 - Bloco B - salas 408 a 411- Flamengo, Rio de Janeiro, RJ 22210-903, Brazil


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